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No sal, a salvação das águas Imprimir Enviar para um amigo
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Escrito por Isaias Edson Sidney, em 02-09-2008 15:53
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Tenho, sempre que posso, defendido a despoluição de nossos rios, de nossas águas. Quase um grito desesperado contra sujar as águas que correm com merda, produtos químicos, lixo de toda espécie.

Em São Paulo, por exemplo, o rio morto Tietê mal corre entre suas margens, um rio denso, pegajoso, lento e pesado de décadas de poluição. As margens da represa Bilings, que abastece a maior cidade do País, foram ocupadas por milhares de famílias, graças ao trabalho de grilagem de gente muito desonesta, muito sacana, sob os olhos complacentes de Governadores, Prefeitos, Ministério Público e o escambau. Talvez umas cinco mil pessoas a jogar merda e lixo na represa, comprometendo o futuro de milhões.

No Brasil inteiro, o descaso com as águas que correm é obra da obtusidade de prefeitos que não investem em saneamento básico. Do povo mal preparado para entender a importância da preservação do presente para a continuidade do futuro.

Sanear é enterrar votos, dizem os imbecis.

O aqüífero guarani, um tesouro imensurável de águas límpidas do subsolo de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, talvez uma das maiores reservas do mundo, tem suas fontes poluídas com agrotóxicos e com a exploração predatória de poços artesianos.

O velho Chico, em Minas, tem grande parte de suas margens assoreadas impunemente pela estupidez humana. A atividade mineradora joga nas águas correntes em todo o canto metais pesados em troca de meia dúzia de diamantes ou de poucos gramas de ouro.

Água. Sem ela, não há Terra, não há vida, não há homem. E nós a emporcalhamos com nossa paquidérmica estupidez.

Podemos sobreviver sem ouro, sem pedras preciosas, sem petróleo e, provavelmente, até sem energia. Mas, sem água, o planeta Terra está definitivamente condenado.

Petróleo. Nesses tempos de preços astronômicos, o Brasil encontra no oceano, nas camadas profundas do pré-sal, um tesouro incalculável de energia. O que fazer? De quem é essa riqueza? Em que investir a formidável quantia de dinheiro que virá da exploração desse óleo?

Podem complicar, podem divergir, podem espernear, podem, até mesmo, falar bobagens na imprensa, como têm falado tantos especialistas, técnicos, políticos, jornalistas e toda essa cambada que surge a dar palpites cada vez que um tema de repercussão estoura na mídia, que a resposta é uma só: todo esse tesouro é do povo brasileiro. Ponto.

E mais: se tivesse que escolher um único investimento para toda essa fortuna, escolheria... a ÁGUA.


Publicado em : Crônicas, Crônicas
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Comentários (1)
Postado em eusi, em 07-09-2008 22:23, , Membro Registado
;) Paarabéns pelo artigo. Uma grande informação e ao mesmo tempo uma crítica construtiva. Com carinho. :p
 
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