Esta aberta a temporada de caça a talentos, seja um colunista do site Autores.com.br| No sal, a salvação das águas |
|
|
|
Tenho, sempre que posso, defendido a despoluição de nossos rios, de nossas águas. Quase um grito desesperado contra sujar as águas que correm com merda, produtos químicos, lixo de toda espécie.
Em São Paulo, por exemplo, o rio morto Tietê mal corre entre suas margens, um rio denso, pegajoso, lento e pesado de décadas de poluição. As margens da represa Bilings, que abastece a maior cidade do País, foram ocupadas por milhares de famílias, graças ao trabalho de grilagem de gente muito desonesta, muito sacana, sob os olhos complacentes de Governadores, Prefeitos, Ministério Público e o escambau. Talvez umas cinco mil pessoas a jogar merda e lixo na represa, comprometendo o futuro de milhões. No Brasil inteiro, o descaso com as águas que correm é obra da obtusidade de prefeitos que não investem em saneamento básico. Do povo mal preparado para entender a importância da preservação do presente para a continuidade do futuro. Sanear é enterrar votos, dizem os imbecis. O aqüífero guarani, um tesouro imensurável de águas límpidas do subsolo de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, talvez uma das maiores reservas do mundo, tem suas fontes poluídas com agrotóxicos e com a exploração predatória de poços artesianos. O velho Chico, em Minas, tem grande parte de suas margens assoreadas impunemente pela estupidez humana. A atividade mineradora joga nas águas correntes em todo o canto metais pesados em troca de meia dúzia de diamantes ou de poucos gramas de ouro. Água. Sem ela, não há Terra, não há vida, não há homem. E nós a emporcalhamos com nossa paquidérmica estupidez. Podemos sobreviver sem ouro, sem pedras preciosas, sem petróleo e, provavelmente, até sem energia. Mas, sem água, o planeta Terra está definitivamente condenado. Petróleo. Nesses tempos de preços astronômicos, o Brasil encontra no oceano, nas camadas profundas do pré-sal, um tesouro incalculável de energia. O que fazer? De quem é essa riqueza? Em que investir a formidável quantia de dinheiro que virá da exploração desse óleo? Podem complicar, podem divergir, podem espernear, podem, até mesmo, falar bobagens na imprensa, como têm falado tantos especialistas, técnicos, políticos, jornalistas e toda essa cambada que surge a dar palpites cada vez que um tema de repercussão estoura na mídia, que a resposta é uma só: todo esse tesouro é do povo brasileiro. Ponto. E mais: se tivesse que escolher um único investimento para toda essa fortuna, escolheria... a ÁGUA.
|
| < Anterior | Próximo > |
|---|
A coluna de Gilberto Profeta tem como objetivo recolocar em uso palavras dos falares brasileiros, indígenas ou africanas, de autores daqui ou de Portugal, pesquisar o ...
[+] Leia mais
Os motivos de se fazer literatura postos entre antagonismos e discutidos por um dos maiores talentos da literatura contemporânea: Hiago R.R. de Queirós, que traz semanalmente com um peso ...
[+] Leia mais
Digitado, escrito, e psicografado por Allan Pitz, PHD em Patavinas.
–Quando meus inimiguinhos da época de escola me chamavam gentilmente de Pizza de barro.....
[+] Leia mais
Em “Filosofia do Entretenimento” estudarei unido ao meu conhecimento em crítica, argumentação e toda a filosofia em si a divulgação e o trabalho feito pelas...
[+] Leia mais
O dicionário define lenda como : conto fantástico da tradição popular . Mas sabemos que a definição de lenda vai muito além disto . Pois estes contos tradicionais trabalham ...
[+] Leia mais
Espaço voltado para apresentação de textos sobre cultura e ciência visando explorar mitos e fatos científicos apresentando-os de forma simples, objetivando....
[+] Leia mais
Os múltiplos olhares de Fernando Pessoa esquadrinharam a vida, em todos os seus aspectos. Pelos olhos de Pessoa, nosso olhar passeará pelo cotidiano que se nos apresenta, através dos olhos da natureza...
[+] Leia mais
é uma coluna da jornalista e escritora Brigite Brandão. Viciada em café, Brigite lê cartas enviadas pelos seus leitores, que pedem conselhos...
[+] Leia mais