| O cair das pétalas |
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...No silêncio de uma tela fria, Versos adormecidos nos madrigais, Tinge de sépia cores, Enfeitando a margem da vida em bemóis. No sótão da memória, Lembranças empoeiradas, Abraçando o vazio, distrai a tristeza, Embalando a saudade em cântico de incertezas. A estrofe da rima, Perdeu-se no uivo do vento, Na candura da lágrima que ostento, Plantei sentimentos nos canteiros da alma, No cair das pétalas, Apaga-se o perfume adocicado, Restam os espinhos cravados. Colhi triste alento, E a aspereza da ausência Faz-me companhia no momento.
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