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O dia de manhã Imprimir Enviar para um amigo
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Escrito por António Aguiar, em 20-08-2008 12:27
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Sou de um tempo ruim
Estava eu no jardim
E como amor é âmago que se come
O vejo de novo florir.
O meu amor passageiro
Sou de ruim passatempo
Mas dever o tempo inteiro
No meu passageiro amrgo.
Sou um inverno ruim
Amo de o ver a florir
Nasço eu
Nascem as compostas nuvens
E eu as declaro Deus dificilmente.
Serei eu Deus ou primeiro as nuvens.
Sou de ruim.
As nuvens correm ligeiras
Mas depois fecho as janelas.
Sou de ruim. De tempo.

Publicado em : Literatura, Poesias
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