| Vaga-lume |
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Que vontade é essa, De querer estar sempre ao seu lado, Sabendo ser isso impossível. Que vontade é essa de sentir seu perfume, E mesmo sentado no escuro da sala, Lembrar do seu rosto ao piscar de um vaga-lume. Eu me enrosco, me torço e me mordo, E não adianta, Sua imagem não me sai daqui. De que adianta ter em casa, um Dali? Não tem solução, Meu coração está abandonado, Mas eu sofro calado. Cabelos soltos e avermelhados, flutuam na imaginação, Cheiro de boca e saliva, Vindo de um beijo lascivo, Mas sei que estás viva. Sua pele branca como nuvem, se mistura com o jardim, E o jasmim? O que será dele? Jamais poderei vê-lo, Por favor, me tragam os vaga-lumes, Mil deles, E me deixem no escuro, Sentado num canto, Prá curtir meu pranto.....
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