| SONETO DE CONTRADIÇÃO |
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Que olhos poderosos são os teus; Que arma tão límpida esse teu olhar! Que faz o que ninguém pode imaginar! Atrai, e fere, e mata os olhos meus. E que força de expressão tem teu adeus; Que maravilhoso é o gesto de chamar; É como a fé, invadindo os ateus; Como um fato, o tato, e o ato de amar. É o valente samurai tocando a flor, A luxúria corrompendo imortais; A paz na luta entre o amor e a dor. É sagrada brisa fresca nos quintais, É assim, dia e noite como nunca mais; Essa tal contradição da dor de amor.
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