| VENENO |
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Bebam do meu olhar e morrerão; É veneno que mata... tão preciso, Dentro dele um mortal e frio riso Da minha alma presa à escuridão. Bebam este veneno de um botão De rosa negra e morta... sem sorriso! Bebam e encontrarão o paraíso, Onde reina tão só a solidão. Bebam dos olhos meus os pesadelos, E o pranto derramado dos castelos De gelo que mantém presa a minha alma. Bebam o verde deles que é tão lindo; Bebam e logo vão estar sentindo A alma subir tão límpida e na calma.
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