BuscaPé, líder em comparação de preços na América Latina
Café Forte com Letra e Arte Imprimir Enviar para um amigo
Avaliação desta obra: / 2
RuimÓtimo 
 
Escrito por kenard kruel, em 15-04-2008 00:08
Avaliação média    (1 voto)
Visitas 3174    
Favoritos 1

Teresíndia possui poucas livrarias. Tenho conhecimento da Des Livres, Margarida, Universitária, Leonel Franco, Nobel, Piauiense, Moderna e a Monsenhor Melo (da Universidade Federal do Piauí). A maioria sobrevivendo da venda de material de escritório e escolar no início de cada semestre.

Nenhuma delas funciona como funcionava a Livraria Dilertec, do Antônio Nobre, de saudosa memória. Diariamente os escritores e pessoas interessadas em cultura faziam ponto ali. O. G. Rêgo de Carvalho, Rubervan du Nascimento, Paulo Machado, Cineas Santos, Humberto Parente, Hardi Filho, Menezes y Morais, Albert Piauí, William Melo Soares, Francisco Eduardo de Moraes Lopes, Herculano Moraes, professor Didácio Silva, Francisco Miguel de Moura, Pedro Celestino de Barros, Clidenor de Freitas Santos, J. Miguel de Mattos e Ramsés Ramos (os quatro já falecidos) entre outros. O Nobre servia café e chá com torrada e, quando era tempo, água de coco do pé da sua casa, para os mais chegados.

Ia dizer que está faltando um lugar assim para ser ponto de encontro dos escritores e de pessoas interessadas em cultura. Como quase não estou saindo da Kenard Kaverna, Teresíndia está ficando uma senhora cheia de mistérios para mim. Por isso, só agora estou me dando conta da existência do Café Forte, instalado na Praça de alimentação do Teresina Shopping, pertencente ao casal Araújo e Walkíria Fortes, notável artista plástica e poetisa da mais alta inspiração.

É um lugar de vender café, salgadinhos e outros aperitivos. Contudo, Araújo e Walkíria reservaram um espaço para expor livros de autores brasileiros de expressão piauiense. Não para venda, mas para leitura mesmo. No dia que estive lá, estavam trocando idéias o des. Aluísio Soares Ribeiro (o único piauiense a presidir o Judiciário, o Legislativo e o Executivo), o professor José Maria Vasconcelos, o promotor Ubiraci Rocha, o escritor e engenheiro Cid Dias, o escritor e advogado Antônio de Deus Neto, o professor William Silva, o advogado e poeta Carlos Lobo, e o jornalista Arimatéa Azevedo (do Portal AZ).

Fiz a doação de dois exemplares dos livros Gonçalo Cavalcanti - o intelectual e sua época; Djalma Veloso - o político e sua época e O. G. Rêgo de Carvalho - Fortuna Crítica. Em poucos minutos, uns estudantes puxaram o livro do O. G. Rêgo de Carvalho da estante e começaram a lê-lo. Informados que eu era o autor, vieram comprar quatro exemplares, levando de graça o autógrafo. Disseram que já me conheciam do Torquato Neto ou a Carne Seca é Servida, 44 páginas, primeira edição, lançada pelo Instituto José Eduardo Pereira, em 2001. Para mim, foi a glória.

Estou acertando com o Araújo e a Walkíria, a reunião semanal do Sindicato dos Escritores no Piauí, que presido, no Café Forte, sábado pela manhã, a partir das 10 horas. Dessa forma, quem quiser tomar café com letras é só aparecer lá, de segunda a segunda, com demorada especial aos sábados. Até lá, então!


Publicado em : Literatura, Dicas para novos autores
Quote this article in website Favoured Send to friend

Comentários (1)
Postado em Manilkara, em 16-04-2008 13:33, , Membro Registado
Kenard Kruel, tiro o chapéu pra vc e sua magnífica idéia!A cultura está em movimento e com esse movimento é que progride. A cultura somos todos nós, só devemos participar. 
Vá em frente! 
Meus parabéns para todos os envolvidos no projéto. 
Gostaría, mesmo não sendo do Piauí, mesmo morando tão longe, que o senhor entre em contato comigo para enviar exemplares de minhas obras,e ter a alegria da participação. 
Novamente parabéns! 
Angela Sánchez
 
» Responder a este comentário...

Adicionar comentário

< Anterior   Próximo >

Contos

O mundo tem quatro ruas!
- O que foi que você disse?
- Que o mundo tem quatro ruas!
- É que você só sabe contar até quatro, seu matuto.
- E é?
- É. De onde você pensa que vem o ônibus que chega na cidade?
- Vem da capital.
- Então? Como é que o mundo...
A Arvore De Dinheiro

Brejolândia acordava ao canto da passarada. Era primeiro de janeiro de 2001. O velho Arlindo como sempre, abriu a janela que dava para o pomar preparando-se para a ginastica matinal.

Nicinha, que passava um fumegante e cheiroso...

Revelação de K.L
Ao me acomodar em um dos assentos da lotação me deparei com um diário. Nele havia um cadeado, porém aberto.
Tive dúvidas se deveria ou não abrir. Pensei: "Ao chegar em casa, procuro um número telefônico e...
A Canção da Chuva
Naquela manhã a chuva caia calma, molhando as plantas que há muito não eram irrigadas, não era normal, não nessa época, a chuva trazia alegria aos pássaros, que cantavam na janela daquela casa cuja pintura estava desgastada, e lá dentro havia alguém, debruçado sobre sua...
Mas livrai-nos do mal.
As contas do terço pulavam entre os dedos trêmulos e alongados de Laura. Rezava enfaticamente, os olhos apertados, o corpo todo em contrição... As ave-marias saíam pelos seus lábios trêmulos assim como os suspiros nos intervalos...
A Ousadia e O Medo
A trilha se estendia pela relva tênue, atravessando todo o vale e se perdia alem das montanhas. Um enorme rosto amarelo-pálido, meio encoberto por esparsas nuvens já se aproximava dos altos picos, despedindo-se da tarde.

Um...

Colunas