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Esta aberta a temporada de caça a talentos, seja um colunista do site Autores.com.br| Café Forte com Letra e Arte |
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Teresíndia possui poucas livrarias. Tenho conhecimento da Des Livres, Margarida, Universitária, Leonel Franco, Nobel, Piauiense, Moderna e a Monsenhor Melo (da Universidade Federal do Piauí). A maioria sobrevivendo da venda de material de escritório e escolar no início de cada semestre.
Nenhuma delas funciona como funcionava a Livraria Dilertec, do Antônio Nobre, de saudosa memória. Diariamente os escritores e pessoas interessadas em cultura faziam ponto ali. O. G. Rêgo de Carvalho, Rubervan du Nascimento, Paulo Machado, Cineas Santos, Humberto Parente, Hardi Filho, Menezes y Morais, Albert Piauí, William Melo Soares, Francisco Eduardo de Moraes Lopes, Herculano Moraes, professor Didácio Silva, Francisco Miguel de Moura, Pedro Celestino de Barros, Clidenor de Freitas Santos, J. Miguel de Mattos e Ramsés Ramos (os quatro já falecidos) entre outros. O Nobre servia café e chá com torrada e, quando era tempo, água de coco do pé da sua casa, para os mais chegados. Ia dizer que está faltando um lugar assim para ser ponto de encontro dos escritores e de pessoas interessadas em cultura. Como quase não estou saindo da Kenard Kaverna, Teresíndia está ficando uma senhora cheia de mistérios para mim. Por isso, só agora estou me dando conta da existência do Café Forte, instalado na Praça de alimentação do Teresina Shopping, pertencente ao casal Araújo e Walkíria Fortes, notável artista plástica e poetisa da mais alta inspiração. É um lugar de vender café, salgadinhos e outros aperitivos. Contudo, Araújo e Walkíria reservaram um espaço para expor livros de autores brasileiros de expressão piauiense. Não para venda, mas para leitura mesmo. No dia que estive lá, estavam trocando idéias o des. Aluísio Soares Ribeiro (o único piauiense a presidir o Judiciário, o Legislativo e o Executivo), o professor José Maria Vasconcelos, o promotor Ubiraci Rocha, o escritor e engenheiro Cid Dias, o escritor e advogado Antônio de Deus Neto, o professor William Silva, o advogado e poeta Carlos Lobo, e o jornalista Arimatéa Azevedo (do Portal AZ). Fiz a doação de dois exemplares dos livros Gonçalo Cavalcanti - o intelectual e sua época; Djalma Veloso - o político e sua época e O. G. Rêgo de Carvalho - Fortuna Crítica. Em poucos minutos, uns estudantes puxaram o livro do O. G. Rêgo de Carvalho da estante e começaram a lê-lo. Informados que eu era o autor, vieram comprar quatro exemplares, levando de graça o autógrafo. Disseram que já me conheciam do Torquato Neto ou a Carne Seca é Servida, 44 páginas, primeira edição, lançada pelo Instituto José Eduardo Pereira, em 2001. Para mim, foi a glória. Estou acertando com o Araújo e a Walkíria, a reunião semanal do Sindicato dos Escritores no Piauí, que presido, no Café Forte, sábado pela manhã, a partir das 10 horas. Dessa forma, quem quiser tomar café com letras é só aparecer lá, de segunda a segunda, com demorada especial aos sábados. Até lá, então!
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