Todo final de ano a turma da faculdade se reúne em minha casa para uma confraternização natalina. Concluímos o curso há poucos anos mas cada qual já possui uma ocupação suficiente para deixar-nos afastados boa parte do tempo. O Natal é a grande oportunidade de nos encontrarmos, munidos de nossos melhores sorrisos, de alma e coração abertos. Entre conversas, risadas, notícias dos que estão ausentes, goles de vinho, cerveja e refrigerante, deixamos o espírito livre, como se pudesse retornar no tempo e levar-nos mais uma vez àquelas cadeiras duras, onde assistíamos as nossas aulas, algumas vezes tediosas, outras inspiradoras. Por alguns instantes não somos mais aqueles profissionais cheios de responsabilidades, alguns já com família construída, mas apenas um grupo de jovens - alguns não tão jovens, que importa? - felizes pelo simples fato de estarem juntos. Segue a entrega de presentes, entre risadas e brincadeiras quase pueris, numa pureza de espírito pouco vista nesse mundo de relações tão frias. No final, como sempre, terminamos com as reflexões sobre momentos que vivemos, portas que se abrem e se fecham nas nossas vidas e o poder imensurável que temos e pouco sabemos usar com sabedoria e que nos difere de todos os outros seres: o poder de escolher. É esse poder que faz de nós o que somos. Nenhum outro podemos controlar, apenas esse, responsável pelo caminho que trilhamos. E toda escolha é única, solitária, não admite companhia.
Porque escolher é, antes de tudo, renunciar. Mas como toda renúncia tem seu preço, nem todos estão dispostos a pagar e então continuam com suas vidas do mesmo jeito, atribuindo ao destino o infortúnio que lhes assola. Algumas pessoas não sabem tomar em suas mãos as rédeas de suas vidas, então as depositam em mãos alheias, e, se fracassam, fica fácil achar um culpado. Pobres almas. Terminamos nossa reunião com a alegria de termos vivido mais um momento de fecunda alegria juntos. Voltamos todos para nossos afazeres, para aquilo que escolhemos como nosso caminho, mas levamos na lembrança a certeza de que daqui a mais um ano, estaremos todos juntos novamente. Amigos. Sempre. Essa é nossa escolha.
Porque escolher é, antes de tudo, renunciar. Mas como toda renúncia tem seu preço, nem todos estão dispostos a pagar e então continuam com suas vidas do mesmo jeito, atribuindo ao destino o infortúnio que lhes assola. Algumas pessoas não sabem tomar em suas mãos as rédeas de suas vidas, então as depositam em mãos alheias, e, se fracassam, fica fácil achar um culpado. Pobres almas. Terminamos nossa reunião com a alegria de termos vivido mais um momento de fecunda alegria juntos. Voltamos todos para nossos afazeres, para aquilo que escolhemos como nosso caminho, mas levamos na lembrança a certeza de que daqui a mais um ano, estaremos todos juntos novamente. Amigos. Sempre. Essa é nossa escolha.
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