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Quarta, 08 Set 2010
Escrito por: Marcelo Rodrigues
Marcelo Rodrigues

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Aparecida Entre o Bem e o Mal

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Esta estória aconteceu em uma província da cidade de Porto Alegre.

Fazenda dos Martins 1910 nasce Aparecida a 3º filha de um casal que vivia como colonos na fazenda. Seus pais totalmente protestantes, fervorosos levaram todos a seguirem os seus caminhos. O casal tinha nove filhos no total, três homens e 6 mulheres, era uma família media para a época, mesmo porque não havia risco de perderem o emprego, pois se davam muito bem com seus patrões que também tinham três filhos, formados em faculdades da Europa, eram dois homens e uma mulher os três eram professores, tinham o coração tão bom que reuniam os filhos dos colonos para ensinar-lhes a ler e escrever e contavam muitas estórias sobre suas viagens, assim foi crescendo a pequena Aparecida ajudando nos afazeres de casa e acentuando sua personalidade. Aos 22 anos já tinha suas idéias e personalidade formada queria muito mais para sua vida, estudar, viajar conhecer outras pessoas. Pensava ela; o mundo não pode ser só isso, esse pensamento era contrario de seu pai.

Então no ano de 1922 o Sr Martins reuniu seus colonos a fim de informar que havia vendido a fazenda e iria embora para São Paulo. Assim foi feito quando os novos patrões reuniram todos para ditar-lhes novas regras perceberam que tudo iria mudar, logo nos primeiros dias Aparecida notou que seu senhor se engraçou com uma de suas irmãs que logo estava saindo escondida de casa para encontrar-se com ele, este a fim de satisfazer suas vontades e de seu filho fez uma proposta a ela que lhe trouxesse sua irmã caçula que também seria muito bem recompensada, sem perder tempo no mesmo dia chamou a irmã caçula e disse que o senhor mandou que fosse a casa grande passar roupas, a menina de 15anos ainda muito criança e inocente foi, ao chegar na casa já sabendo onde ficava as roupas foi direto ao local, a surpresa foi grande quando entrou no quartinho e lá estava o moço filho do dono da fazenda lhe fazendo galanteios tentando seduzi-la, ela muito nova nem sabia do que estava falando e nem ligou quando ele teve como afronta tal atitude e partiu para ignorância agarrando-a e fazendo ameaças, se ela não fizesse suas vontades. Falaria com seu pai e colocaria sua família na rua a menina mesmo contra sua vontade foi possuída pelo rapaz que no ato foi tão violento que chegou a machucá-la por dentro.

Com o tempo Aparecida já desconfiada questionou a irmã que agora passava muito tempo na casa grande, ela com medo das ameaças nada disse. Após dois meses nessa situação a menina apareceu grávida seu pai ficou revoltado querendo saber de quem era o filho ela nada dizia ainda pensando nas ameaças que lhe foram feitas, sua mãe descobriu a verdade e contou ao marido ele ficou transtornado não acreditando que fosse daquela forma e espancou a menina até que não conseguisse ficar em pé, por conta disso ela adoeceu e veio a falecer e levara seu filho junto com ela. Aparecida revoltou-se com a atitude de seu pai e seus patrões, descontrolada e levada à sede de vingança uma noite esperou seus patrões irem dormir e ateou fogo na casa matando todos. Foi um alvoroço, muita gente viu quem provocou o incêndio e no meio de todas as pessoas que estavam tentando apagar o fogo estava seu pai, então ela com um golpe de facão separou sua cabeça do corpo. Pronto sua vingança estava completa. Ela foi para casa. A policia foi chamada por causa do incêndio e também por causa da outra morte.

Quando chegaram à casa de Aparecida sua mãe sem pensar entregou a filha a eles, responsabilizando-a pelo ocorrido, ela foi presa, depois de algum tempo a única visita que recebia era do irmão mais velho que por questão de princípios concordava com ela, e arquitetou um plano de fuga entrou em contato com os antigos patrões e relatou os fatos; eles então disseram que iriam ajudar. O rapaz conseguiu arrumar um amigo que se propôs a levá-la de carro a São Paulo que depois iria ao Rio de Janeiro ficar com uns familiares do antigo patrão e por fim ao Espírito Santo onde ela tinha família que queriam também ajudar, o dia da fuga chegou, estava tudo pronto e ele foi à visita, quando entrou na cela ela estranhou e logo sem ninguém perceber fez um sinal para ela ficar quieta esperando o guarda ir embora, seu plano era perfeito ele entrou na cadeia vestido de mulher trocou de roupas com a irmã contou o plano a ela e ficou em seu lugar tudo estava perfeito e ela conseguiu sair, ficou escondida até o anoitecer e foi ao local determinado para pegar sua carona, chegou no local e ficou atrás de uma arvore na beira da estrada, tudo estava perfeito no horário determinado à carona chegou e tomaram o caminho para São Paulo, nesse meio tempo sua família avisou a policia porque sua mãe ouviu o filho contado o plano da fuga para o rapaz que daria a carona para Aparecida, a polícia. Fez uma tocaia no meio do caminho para interceptar o automóvel que chegou logo ao ponto e então foi parado, deram voz de prisão a ela mais foram muito violentos na abordagem, ela não sabendo o que fazer num momento de desespero agarrou um dos guardas para fazer com que eles parassem com a violência, ele conseguiu se soltar e todos os policiais dispararam suas armas contra ela o rapaz fugiu correndo pelo meio do mato, pois eles nada queriam com ele, os policiais depois do ato a deixaram lá e foram embora, ela ficou jogada na beira da estrada onde faleceu sozinha e abandonada pessoas que passavam pelo local que a enterraram, seu irmão por ajudar na fuga ficou dois anos preso mais depois saiu da cadeia e deixou a família foi morar em São Paulo, nunca mais teve nenhum contato com sua mãe irmãos e irmãs Aparecida, por acreditar e defender seus princípios foi condenada à morte sem um julgamento prévio.

TODA E QUALQUER SEMELHANÇA COM ESSA ESTÓRIA É MERA COINCIDÊNCIA.



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Aparecida Entre o Bem e o Mal
Dom, 11 de Janeiro de 2009

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