“Se quiser vê-lo novamente com vida, mantenha a policia longe do caso”, era o que dizia o bilhete endereçado a Dona Laura.
As lágrimas vertiam de seus olhos, ela parecia morder entre dentes sua dor.
Eu mal podia acreditar que aquilo pudesse acontecer, minha cidade não tinha porte, nem vocação, para crime tão bárbaro como o é o seqüestro.
Quando muito aquele tempo, pipocavam histórias deste tipo de crime na TV, mas assim mesmo, no Rio e em São Paulo; mas não aqui, neste fim de mundo onde a curva é reta.
Outra coisa que chamava a atenção, é que geralmente a vítima deste tipo de crime, são ricas, e por elas são pedidas grandes somas, como forma de resgate.
Dona Laura e seu Arnaldo, não eram o alvo perfeito,trabalhavam da manhã a noite em sua lancheria, que embora bem localizada em área nobre da cidade, não enriqueceria a ninguém.
A medida que os amigos tomavam pé da situação, colocavam-se a disposição para qualquer ajuda que fosse necessária.
Alguns debruçavam-se na análise do bilhete, buscando alguma pista que os levassem ao seqüestrador ou o cativeiro.
Outros voltaram suas atenções para qualquer movimento suspeito em torno da lancheria, pois supunham que alguém da quadrilha, por certo observava a movimentação.
A medida que os três primeiros dias passavam, Dona Laura mergulhava em desespero, dizia não entender como isto pode acontecer a ela, que não costumava perder seu filhinho de vista um segundo, como conseguiram levá-lo, embaixo de seu nariz?.
As 10:00 hs, do quarto dia, um envelope aparecera misteriosamente, em uma mesa do estabelecimento.
Em seu interior uma foto da vitima vendada, tendo uma arma apontada para cabeça, ao lado de um jornal do dia.
“Ponham R$ 300,00, em notas de R$ 1,00, não numeradas em uma sacola, e deixem as 00:00 hs, em frente a escada da Igreja Matriz”, este era o conteúdo do novo bilhete.
Rapidamente todos os presentes, passaram a analisar a foto e a mensagem, quando Carlos Fotógrafo diz:
-Tá, deu pra bola do meliante!!!
-Como assim?! – perguntei.
-Esta foi tirada com uma Polaroid! – disse Carlos fotógrafo, empolgado.
-E daí?! – retruquei.
-E daí, só existe uma na região, isto é coisa do Ladim! - disse o fotógrafo.
Ladim era o cara que mais aprontava na cidade, sempre pregando peças e tinha tudo a ver com o caso.
Seu pai era dono do imóvel onde funcionava a lancheria, ele era freqüentador assíduo do estabelecimento, mas, coincidentemente, havia uns quatro dias que não dava as caras.
Não precisamos ir muito longe, bastou atravessar a rua, indo ao posto de gasolina a frente, também propriedade de seu pai.
No que entramos, ele já nos esperava com a maior cara-de-pau.
-Pô Ladim, qual é cara, tu quase matou Dona Laura do coração!!! – disse.
-Ainda bem que vocês descobriram, eu não agüentava mais cuidar deste hamster! - disse ele gargalhando.
As lágrimas vertiam de seus olhos, ela parecia morder entre dentes sua dor.
Eu mal podia acreditar que aquilo pudesse acontecer, minha cidade não tinha porte, nem vocação, para crime tão bárbaro como o é o seqüestro.
Quando muito aquele tempo, pipocavam histórias deste tipo de crime na TV, mas assim mesmo, no Rio e em São Paulo; mas não aqui, neste fim de mundo onde a curva é reta.
Outra coisa que chamava a atenção, é que geralmente a vítima deste tipo de crime, são ricas, e por elas são pedidas grandes somas, como forma de resgate.
Dona Laura e seu Arnaldo, não eram o alvo perfeito,trabalhavam da manhã a noite em sua lancheria, que embora bem localizada em área nobre da cidade, não enriqueceria a ninguém.
A medida que os amigos tomavam pé da situação, colocavam-se a disposição para qualquer ajuda que fosse necessária.
Alguns debruçavam-se na análise do bilhete, buscando alguma pista que os levassem ao seqüestrador ou o cativeiro.
Outros voltaram suas atenções para qualquer movimento suspeito em torno da lancheria, pois supunham que alguém da quadrilha, por certo observava a movimentação.
A medida que os três primeiros dias passavam, Dona Laura mergulhava em desespero, dizia não entender como isto pode acontecer a ela, que não costumava perder seu filhinho de vista um segundo, como conseguiram levá-lo, embaixo de seu nariz?.
As 10:00 hs, do quarto dia, um envelope aparecera misteriosamente, em uma mesa do estabelecimento.
Em seu interior uma foto da vitima vendada, tendo uma arma apontada para cabeça, ao lado de um jornal do dia.
“Ponham R$ 300,00, em notas de R$ 1,00, não numeradas em uma sacola, e deixem as 00:00 hs, em frente a escada da Igreja Matriz”, este era o conteúdo do novo bilhete.
Rapidamente todos os presentes, passaram a analisar a foto e a mensagem, quando Carlos Fotógrafo diz:
-Tá, deu pra bola do meliante!!!
-Como assim?! – perguntei.
-Esta foi tirada com uma Polaroid! – disse Carlos fotógrafo, empolgado.
-E daí?! – retruquei.
-E daí, só existe uma na região, isto é coisa do Ladim! - disse o fotógrafo.
Ladim era o cara que mais aprontava na cidade, sempre pregando peças e tinha tudo a ver com o caso.
Seu pai era dono do imóvel onde funcionava a lancheria, ele era freqüentador assíduo do estabelecimento, mas, coincidentemente, havia uns quatro dias que não dava as caras.
Não precisamos ir muito longe, bastou atravessar a rua, indo ao posto de gasolina a frente, também propriedade de seu pai.
No que entramos, ele já nos esperava com a maior cara-de-pau.
-Pô Ladim, qual é cara, tu quase matou Dona Laura do coração!!! – disse.
-Ainda bem que vocês descobriram, eu não agüentava mais cuidar deste hamster! - disse ele gargalhando.
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