Não existe algo mais difícil que agradar sogra, principalmente se você é do genro tipo pelado, aí para agradar só se matando.
Depois os genros começam a dizer: ”sogra é como mandioca, as boas tão tudo enterradas”, elas não gostam.
Eu e a minha até nos damos bem, desde que, eu lá, e ela cá; e que eu não faça nenhuma piadinha com ela, lógico.
Estes dias num almoço em família, ela confidenciou-nos que ao morrer, gostaria de ser cremada.
-Pra que pagar, se o diabo vai fazer de graça!. – brinquei.
Pra que fui falar aquilo, ficou sem falar comigo uma safra inteira.
Outra vez fui até sua casa, ela veio abrir o portão ainda com a vassoura na mão.
-Não quero atrapalhar sua decolagem! – brinquei.
-É, vou buscar tua mãe no cabaré! – respondeu.
Mas entre trancos e barrancos vamos levando. A sociologia é cruel mesmo, então...
Minha última tentativa de conquistá-la foi no natal de 1999.
Encomendei a um amigo, que sempre andava as voltas com o Paraguai, algo que era novidade a época, além de raro era caríssimo. Um cartão natalino musical.
Hoje se compra em qualquer lugar a preço de banana, mas naquele tempo, era uma coisa de outro mundo. Você abria-o, e tocava Jingle Bell, muito chique.
Escrevi alguma coisa á época, como que reforçando nossos laços de amizade, e desejando a ela e a família um feliz natal, birirí,bororó...aquelas coisas.
Um dia depois de tê-lo recebido, ela liga para minha casa.
-Alô! – atende minha mulher.
-Filha, o João ta aí?! – pergunta minha sogra.
-Não mãe, o que tu precisa? – diz minha mulher.
-Tu sabe dizer, se as pilhas daquele cartão de natal gastam rápido? – pergunta ela.
-Não sei mãe, mas se guardar direitinho acho que dura! – arrisca minha esposa.
-Pois então, eu guardei em alguma caixa no roupeiro, mas não acho mais! – diz minha sogra preocupada.
-Deixa mãe, uma hora tu acha! – Acalma-a minha esposa.
-Não dá filha, aquela bosta entrou em curto, teu pai disse, que se tiver de passar outra noite em claro, ouvindo jingle Bell, me mata!
Depois os genros começam a dizer: ”sogra é como mandioca, as boas tão tudo enterradas”, elas não gostam.
Eu e a minha até nos damos bem, desde que, eu lá, e ela cá; e que eu não faça nenhuma piadinha com ela, lógico.
Estes dias num almoço em família, ela confidenciou-nos que ao morrer, gostaria de ser cremada.
-Pra que pagar, se o diabo vai fazer de graça!. – brinquei.
Pra que fui falar aquilo, ficou sem falar comigo uma safra inteira.
Outra vez fui até sua casa, ela veio abrir o portão ainda com a vassoura na mão.
-Não quero atrapalhar sua decolagem! – brinquei.
-É, vou buscar tua mãe no cabaré! – respondeu.
Mas entre trancos e barrancos vamos levando. A sociologia é cruel mesmo, então...
Minha última tentativa de conquistá-la foi no natal de 1999.
Encomendei a um amigo, que sempre andava as voltas com o Paraguai, algo que era novidade a época, além de raro era caríssimo. Um cartão natalino musical.
Hoje se compra em qualquer lugar a preço de banana, mas naquele tempo, era uma coisa de outro mundo. Você abria-o, e tocava Jingle Bell, muito chique.
Escrevi alguma coisa á época, como que reforçando nossos laços de amizade, e desejando a ela e a família um feliz natal, birirí,bororó...aquelas coisas.
Um dia depois de tê-lo recebido, ela liga para minha casa.
-Alô! – atende minha mulher.
-Filha, o João ta aí?! – pergunta minha sogra.
-Não mãe, o que tu precisa? – diz minha mulher.
-Tu sabe dizer, se as pilhas daquele cartão de natal gastam rápido? – pergunta ela.
-Não sei mãe, mas se guardar direitinho acho que dura! – arrisca minha esposa.
-Pois então, eu guardei em alguma caixa no roupeiro, mas não acho mais! – diz minha sogra preocupada.
-Deixa mãe, uma hora tu acha! – Acalma-a minha esposa.
-Não dá filha, aquela bosta entrou em curto, teu pai disse, que se tiver de passar outra noite em claro, ouvindo jingle Bell, me mata!
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