Felipe Caolho, é o tipo que rende vários livros. Aquele me faz rir só de lembrar.O homem era um desafio a psicologia.
Casado com uma boa mulher, dedicada, funcionária publica estadual. Pai de Dois filhos, já homens, responsáveis, trabalhadores e bem conceituados.
Ele não conseguia ficar mais que algumas horas, sem enganar alguém.
O Famoso sete um, até hoje ninguém entende porque ele fazia isto, bem empregado, com casa própria, mas o fato é que fazia.
O mais engraçado, é que os golpes dele, para quem neles cai, ficava tão ridículo, tão cômico, que jamais ninguém o denunciou.
Já vendeu toca-fitas imaginário, cozinha completa, já matou a mãe, o pai idoso, a fim de conseguir auxilio, para ajudar nas custas do enterro.
Por varias vezes pediu adiantado o valor de uma indenização, que iria receber de uma empresa, enfim, golpes dos mais variados que sempre lhe rendiam algum.
Quem o conhecia, sabendo de sua arte e pericia, ainda assim, não ousava deixar-lhe falar, tinha de cortar a conversa ali, ou então, corria o risco de mesmo sabendo, cair no golpe.
A lista de suas vítimas é grande: o padre, o prefeito, os vereadores, times de futebol amador, para quem vendeu jogos completos de fardamento, que se quer existiram, enfim...enganar era uma arte, que ele exercia com esmero.
Os mais antigos lhe chamavam por Felipe Caolho, os mais jovens de Felipe mentiroso, Felipe 71, por aí vai.
Mas me parecia que sua maneira de agir era calculada, não era algo fruto de improviso. Lembro-me que quando ele passava muito a frente de um estabelecimento, geralmente dali sairia a próxima vitima. Como um predador busca o melhor momento para atacar a presa, assim também ele parecia a proceder.
Ele sempre falava rápido, geralmente atrapalhando alguma tarefa que ocupava a vítima, como que conseguindo ganhar no cansaço.
A coisa era mais ou menos assim ele enrolou quase todo mundo na cidade, mas ninguém se atrevia a confessar. Era muito vergonhoso para um comerciante experiente, confessar que marchou para um 71, principalmente em minha cidade, que cada qual se dizia o mais hábil dos negociantes.
Uma vez vi ele observando o comercio de um amigo.Como estava na cidade a pouco, apressei-me em avisá-lo:
-Tchê, cuidado com esse cara que saiu a pouco, ele gosta de dar golpe! – disse eu.
-Agora é tarde, acabei de comprar uma rifa dele! – disse-me desconsolado.
Mas este Felipe 71, acabou me patrocinando um dia memorável. Eu estava em meu escritório despachante, quando meu sogro e seu contador chegaram.
Eles tinham ido a receita estadual, mas faltara um requerimento,como minha sala ficava bem a frente, vieram para ocupar uma de minhas máquinas de escrever para redigi-lo.
Ao menos nas conversas deles, tanto meu sogro, como seu contador, eram os mais espertos e infalíveis homens de negócios. Alguém que todos deveriam se espelhar, se quisessem chegar ao sucesso.
De repente o Felipe 71, procurando meu sócio, entra, mas assim que vê-os, dá meia volta e some.
O contador volta-se para o meu sogro e diz:
-Aquele sem vergonha do Caolho, me vendeu quatro rodas de alumínio, pegou o dinheiro, ficou de me entregar dali a pouco, e até hoje!
Meu sogro chocado:
-Ele é assim é?...então vai ver, não tem filha doente, em cadeira de rodas coisa nenhuma!
Casado com uma boa mulher, dedicada, funcionária publica estadual. Pai de Dois filhos, já homens, responsáveis, trabalhadores e bem conceituados.
Ele não conseguia ficar mais que algumas horas, sem enganar alguém.
O Famoso sete um, até hoje ninguém entende porque ele fazia isto, bem empregado, com casa própria, mas o fato é que fazia.
O mais engraçado, é que os golpes dele, para quem neles cai, ficava tão ridículo, tão cômico, que jamais ninguém o denunciou.
Já vendeu toca-fitas imaginário, cozinha completa, já matou a mãe, o pai idoso, a fim de conseguir auxilio, para ajudar nas custas do enterro.
Por varias vezes pediu adiantado o valor de uma indenização, que iria receber de uma empresa, enfim, golpes dos mais variados que sempre lhe rendiam algum.
Quem o conhecia, sabendo de sua arte e pericia, ainda assim, não ousava deixar-lhe falar, tinha de cortar a conversa ali, ou então, corria o risco de mesmo sabendo, cair no golpe.
A lista de suas vítimas é grande: o padre, o prefeito, os vereadores, times de futebol amador, para quem vendeu jogos completos de fardamento, que se quer existiram, enfim...enganar era uma arte, que ele exercia com esmero.
Os mais antigos lhe chamavam por Felipe Caolho, os mais jovens de Felipe mentiroso, Felipe 71, por aí vai.
Mas me parecia que sua maneira de agir era calculada, não era algo fruto de improviso. Lembro-me que quando ele passava muito a frente de um estabelecimento, geralmente dali sairia a próxima vitima. Como um predador busca o melhor momento para atacar a presa, assim também ele parecia a proceder.
Ele sempre falava rápido, geralmente atrapalhando alguma tarefa que ocupava a vítima, como que conseguindo ganhar no cansaço.
A coisa era mais ou menos assim ele enrolou quase todo mundo na cidade, mas ninguém se atrevia a confessar. Era muito vergonhoso para um comerciante experiente, confessar que marchou para um 71, principalmente em minha cidade, que cada qual se dizia o mais hábil dos negociantes.
Uma vez vi ele observando o comercio de um amigo.Como estava na cidade a pouco, apressei-me em avisá-lo:
-Tchê, cuidado com esse cara que saiu a pouco, ele gosta de dar golpe! – disse eu.
-Agora é tarde, acabei de comprar uma rifa dele! – disse-me desconsolado.
Mas este Felipe 71, acabou me patrocinando um dia memorável. Eu estava em meu escritório despachante, quando meu sogro e seu contador chegaram.
Eles tinham ido a receita estadual, mas faltara um requerimento,como minha sala ficava bem a frente, vieram para ocupar uma de minhas máquinas de escrever para redigi-lo.
Ao menos nas conversas deles, tanto meu sogro, como seu contador, eram os mais espertos e infalíveis homens de negócios. Alguém que todos deveriam se espelhar, se quisessem chegar ao sucesso.
De repente o Felipe 71, procurando meu sócio, entra, mas assim que vê-os, dá meia volta e some.
O contador volta-se para o meu sogro e diz:
-Aquele sem vergonha do Caolho, me vendeu quatro rodas de alumínio, pegou o dinheiro, ficou de me entregar dali a pouco, e até hoje!
Meu sogro chocado:
-Ele é assim é?...então vai ver, não tem filha doente, em cadeira de rodas coisa nenhuma!
Crie um banner deste artigo em outros sites
Para criar um banner deste artigo em outro site,
copie e cole o texto abaixo em sua página.
Visualizar :





