Como todos sabem,o domínio da arte da corrupção é coisa para mentes brilhantes e privilegiadas;neste particular,devo dizer-lhes,minha cidade é uma usina.
Os menos capazes,mas não menos corruptos,cuidam apenas em copiarem a mecânica da nobre arte, de fazerem da coisa publica, extensões de seus patrimônios.
O que os economistas chamam de modelo matricial,ou seja,se deu certo eles vão copiando de cidade em cidade,estado em estado,como que em efeito dominó.
Venho de família de professores,embora não tenha querido pagar o preço estudando,revolta-me a idéia de ver alguém ou algo atentando contra a educação.
Quando noticias de que 45.000 Kg de merenda escolar haviam sido desviadas pela administração, começaram a pairar sobre minha cidade, antes que fosse abafada,comprei espaço pagando de meu bolso em um jornal da cidade,mas com grande circulação regional e por várias edições seguidas estampei matérias com sugestivos títulos:
”Levando no bico”.
”merenda,merendinha,vamos todos procurar?”.
Cadê a merenda que estava aqui?...”
Bem,daí para frente o ministério publico assumiu,fazendo como sempre um belo trabalho.
Porém,logo em seguida,algum demente,pensando tudo sozinho,teve a feliz e nada autêntica, idéia de recorrer a outro ardil,para tentar de forma desesperada, cobrir o rombo no caixa escapando assim do ministério público,simulando por três vezes ,um arrombamento ao cofre da prefeitura.
Assim,novamente recorri a meus míseros rendimentos comprando espaço na capa,onde escrevi:
Prezado senhor ladrão,
Escute este cidadão,
Acabe com esta loucura.
No cofre não tinha um tostão,
Mas agora o senhor é o ladrão,
E a vítima a prefeitura.
Dirija-se à delegacia,
Confesse a autoria,
Siga a voz da razão.
Ter medo é natural,
Mas na parte criminal,
O caso não é de prisão.
Basta usar um artifício,
Culpe-se por exercício,
Ilegal da profissão.
Alegue que seu defeito,
Foi não entender direito,
O que acabara por fazer,
Diga ser pobre,sem cultura,
Não sabia que pra roubar prefeitura,
Era preciso se eleger.
Um dia após a publicação, a prefeitura em nota à comunidade, disse ter descoberto em uma sindicância interna o “responsável” pelo “arrombamento” e que, nada havia sido levado em dinheiro, apenas cheques, que seriam sustados e após,trocados com os emitentes.
Irado com tamanha falta de vergonha de quem parecia se deliciar subestimando a inteligência de todos nós,lá fui eu outra vez,já contando agora com a doação de espaço e mandei esta:
Quem come três vezes ao dia,
Não sabe da agonia,
Daquele que não come.
Se a dor só ensina a gemer,
O que se pode aprender,
Sendo o professor a fome.
Os menos capazes,mas não menos corruptos,cuidam apenas em copiarem a mecânica da nobre arte, de fazerem da coisa publica, extensões de seus patrimônios.
O que os economistas chamam de modelo matricial,ou seja,se deu certo eles vão copiando de cidade em cidade,estado em estado,como que em efeito dominó.
Venho de família de professores,embora não tenha querido pagar o preço estudando,revolta-me a idéia de ver alguém ou algo atentando contra a educação.
Quando noticias de que 45.000 Kg de merenda escolar haviam sido desviadas pela administração, começaram a pairar sobre minha cidade, antes que fosse abafada,comprei espaço pagando de meu bolso em um jornal da cidade,mas com grande circulação regional e por várias edições seguidas estampei matérias com sugestivos títulos:
”Levando no bico”.
”merenda,merendinha,vamos todos procurar?”.
Cadê a merenda que estava aqui?...”
Bem,daí para frente o ministério publico assumiu,fazendo como sempre um belo trabalho.
Porém,logo em seguida,algum demente,pensando tudo sozinho,teve a feliz e nada autêntica, idéia de recorrer a outro ardil,para tentar de forma desesperada, cobrir o rombo no caixa escapando assim do ministério público,simulando por três vezes ,um arrombamento ao cofre da prefeitura.
Assim,novamente recorri a meus míseros rendimentos comprando espaço na capa,onde escrevi:
Prezado senhor ladrão,
Escute este cidadão,
Acabe com esta loucura.
No cofre não tinha um tostão,
Mas agora o senhor é o ladrão,
E a vítima a prefeitura.
Dirija-se à delegacia,
Confesse a autoria,
Siga a voz da razão.
Ter medo é natural,
Mas na parte criminal,
O caso não é de prisão.
Basta usar um artifício,
Culpe-se por exercício,
Ilegal da profissão.
Alegue que seu defeito,
Foi não entender direito,
O que acabara por fazer,
Diga ser pobre,sem cultura,
Não sabia que pra roubar prefeitura,
Era preciso se eleger.
Um dia após a publicação, a prefeitura em nota à comunidade, disse ter descoberto em uma sindicância interna o “responsável” pelo “arrombamento” e que, nada havia sido levado em dinheiro, apenas cheques, que seriam sustados e após,trocados com os emitentes.
Irado com tamanha falta de vergonha de quem parecia se deliciar subestimando a inteligência de todos nós,lá fui eu outra vez,já contando agora com a doação de espaço e mandei esta:
Quem come três vezes ao dia,
Não sabe da agonia,
Daquele que não come.
Se a dor só ensina a gemer,
O que se pode aprender,
Sendo o professor a fome.
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