Não se acabam,
Mesmo ilhado,
O vento é sempre salgado,
As contas que faço
Não contam nada pra ninguém,
São parte de um tempo-remorso,
Que eles temem conhecer e tocar,
Pois é fato que nunca,
Sozinhos, conseguiriam suportar,
E como importo, suporto, com
A armadura que o Mestre me deu,
Cavaleiro errante dos tempos idos,
Jactado por uma sorte não minha,
Mas que fui envolvido a nesta ficar,
Por força maior de outréns,
Que me ajudam a crescer,
Bebendo a seiva amarga da
Coroa de cristo, temperado
Com o vinagre da Saudade sem fim.
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