Repassado pelo meu compadre Edvaldo Mourão, de pré-nome Antônio, recebi curiosa mensagem relacionando diversos conselhos pinçados em revistas femininas das décadas de 50 e 60, do século passado. O chamativo título - "porque os casamentos de antigamente duravam" - já instiga a leitura e nos faz refletir sobre o porquê da significativa mudança comportamental do dito sexo frágil, nos últimos 50 anos.
Até pensei em não comentar o assunto, pois por muito menos, por colocar uma mulher no alto de um pequizeiro e um homem embaixo aparando o produto da colheita, mas com visão privilegiada dos atributos femininos, fui taxado de machista por um professor de cursinho, quando comentava com os alunos o meu livro Urubu de Gravata. Esse mesmo professor acusou-me de ser racista, vejam bem, apenas por haver colocado uma gravata num urubu, numa brincadeira de criança...
Mas a pesquisa feita, revelando uma outra realidade, é muito interessante e merece ser repassada aos leitores, ainda que correndo o risco de eu ser mal interpretado. Mesmo porque, depois que li crítica sobre o grande escritor Monteiro Lobato, acusando-o, coincidentemente, de iguais epítetos nada lisonjeiros, resolvi deixar pra lá e tocar o barco, escrevendo o que me vier à cabeça, sem amarras de qualquer natureza, sem preocupações com rótulos que possam vir a presentear-me, aqui e alhures, justificados ou não. Afinal, importa mesmo é o que se passa na minha mente, durante o processo criativo, não o que imaginam que se passa...
Agora, evidentemente, após o movimento feminista (o decantado women's lib) e com a prevalência da tolerância zero, a situação é bem diferente. Os homens estamos em visível desvantagem, embora o ideal seja o equilíbrio. Não concordo com assimetria alguma na relação homem-mulher.
Depois dessa digressão necessária, vamos ao que interessa, isto é, às frases e de onde foram retiradas, todas, evidentemente, aconselhando as mulheres a como manter o casamento, numa época em que o divórcio inexistia no Brasil, convém contextualizar:
"Se desconfiar da infidelidade do marido, a esposa deve redobrar seu carinho e provas de afeto, sem questioná-lo". (Revista Claudia, 1962)
"A desordem em um banheiro desperta no marido a vontade de ir tomar banho fora de casa". (Jornal das Moças, 1965)
"A mulher deve fazer o marido descansar nas horas vagas, servindo-lhe uma cerveja bem gelada. Nada de incomodá-lo com serviços ou notícias domésticas". (Jornal das Moças, 1959)
"Se o seu marido fuma, não arrume briga pelo simples fato de cair cinzas no tapete. Tenha cinzeiros espalhados por toda casa". (Jornal das Moças, 1957)
"Não se deve irritar o homem com ciúmes e dúvidas". (Jornal das Moças,1957)
"O noivado longo é um perigo, mas nunca sugira o matrimônio. ELE é quem decide - sempre!" (Revista Querida, 1953)
"Sempre que o homem sair com os amigos e voltar tarde da noite espere-o linda, cheirosa e dócil". (Jornal das Moças, 1958)
"É fundamental manter sempre a aparência impecável diante do marido". (Jornal das Moças, 1957)
"Quando seu marido lhe procurar a noite, não reclame de dor de cabeça, trate-o com carinho e amor". (Jornal das Moças, 1960)
E para finalizar: "O lugar de mulher é no lar". (Revista Querida, 1955)
CONCLUSÃO: Não mais se fazem revistas "instrutivas" como antigamente!
Até pensei em não comentar o assunto, pois por muito menos, por colocar uma mulher no alto de um pequizeiro e um homem embaixo aparando o produto da colheita, mas com visão privilegiada dos atributos femininos, fui taxado de machista por um professor de cursinho, quando comentava com os alunos o meu livro Urubu de Gravata. Esse mesmo professor acusou-me de ser racista, vejam bem, apenas por haver colocado uma gravata num urubu, numa brincadeira de criança...
Mas a pesquisa feita, revelando uma outra realidade, é muito interessante e merece ser repassada aos leitores, ainda que correndo o risco de eu ser mal interpretado. Mesmo porque, depois que li crítica sobre o grande escritor Monteiro Lobato, acusando-o, coincidentemente, de iguais epítetos nada lisonjeiros, resolvi deixar pra lá e tocar o barco, escrevendo o que me vier à cabeça, sem amarras de qualquer natureza, sem preocupações com rótulos que possam vir a presentear-me, aqui e alhures, justificados ou não. Afinal, importa mesmo é o que se passa na minha mente, durante o processo criativo, não o que imaginam que se passa...
Agora, evidentemente, após o movimento feminista (o decantado women's lib) e com a prevalência da tolerância zero, a situação é bem diferente. Os homens estamos em visível desvantagem, embora o ideal seja o equilíbrio. Não concordo com assimetria alguma na relação homem-mulher.
Depois dessa digressão necessária, vamos ao que interessa, isto é, às frases e de onde foram retiradas, todas, evidentemente, aconselhando as mulheres a como manter o casamento, numa época em que o divórcio inexistia no Brasil, convém contextualizar:
"Se desconfiar da infidelidade do marido, a esposa deve redobrar seu carinho e provas de afeto, sem questioná-lo". (Revista Claudia, 1962)
"A desordem em um banheiro desperta no marido a vontade de ir tomar banho fora de casa". (Jornal das Moças, 1965)
"A mulher deve fazer o marido descansar nas horas vagas, servindo-lhe uma cerveja bem gelada. Nada de incomodá-lo com serviços ou notícias domésticas". (Jornal das Moças, 1959)
"Se o seu marido fuma, não arrume briga pelo simples fato de cair cinzas no tapete. Tenha cinzeiros espalhados por toda casa". (Jornal das Moças, 1957)
"Não se deve irritar o homem com ciúmes e dúvidas". (Jornal das Moças,1957)
"O noivado longo é um perigo, mas nunca sugira o matrimônio. ELE é quem decide - sempre!" (Revista Querida, 1953)
"Sempre que o homem sair com os amigos e voltar tarde da noite espere-o linda, cheirosa e dócil". (Jornal das Moças, 1958)
"É fundamental manter sempre a aparência impecável diante do marido". (Jornal das Moças, 1957)
"Quando seu marido lhe procurar a noite, não reclame de dor de cabeça, trate-o com carinho e amor". (Jornal das Moças, 1960)
E para finalizar: "O lugar de mulher é no lar". (Revista Querida, 1955)
CONCLUSÃO: Não mais se fazem revistas "instrutivas" como antigamente!
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