Que arma tão límpida esse teu olhar!
Que faz o que ninguém pode imaginar!
Atrai, e fere, e mata os olhos meus.
E que força de expressão tem teu adeus;
Que maravilhoso é o gesto de chamar;
É como a fé, invadindo os ateus;
Como um fato, o tato, e o ato de amar.
É o valente samurai tocando a flor,
A luxúria corrompendo imortais;
A paz na luta entre o amor e a dor.
É sagrada brisa fresca nos quintais,
É assim, dia e noite como nunca mais;
Essa tal contradição da dor de amor.
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