Eu estive aqui o tempo todo em total veneração a ti;
Eu me fiz teu chão, para que pisasses com tua elegância;
Eu me fiz tua sombra, para que tu fosses o centro das atenções...
E eu, teu cão obediente e fiel.
Não digas nunca que ninguém te amou.
Eu me pus a ouvir-te, sem cansar;
Fiz-me atenção de todas as horas, para te escutar;
Parei meus dias, matei minhas noites a pensar em ti... e sonhar...
Não digas nunca que ninguém te amou.
Eu chorei por momentos em que tu sorrias
Com alguém que não eu;
Eu ri ao lembrar das vezes que te fiz morrer de rir,
Vivendo assim meu apogeu;
Eu fiz meu olhar vagar solitariamente de encontro ao teu olhar;
Eu escrevi poemas, pensamentos em teu nome; tudo sem poder falar.
Tu podes até dizer que não viveu um grande amor;
Mas por não quereres o amor que eu te dediquei.
Ninguém te amou ou te amará mais do que eu!
Não importa o que sou; eu te amei.
Não tenho culpa se não escolheste o ser que ainda te adora;
E por questões tão pobres, hipócritas e insignificantes a meu ver...
Não sou a sujeira do mundo;
Tu não representas o mais certo, meu amor.
Apenas eu sou o que tu negas, sem dar sequer valor.
Mas pode ser que eu seja a tua verdade...
Tu podes até não ter vivido um grande amor;
Podes odiar pelos restos que aceitaste;
Podes até chorar por não ter tido o que desejaste;
Mas não digas nunca que ninguém te amou.
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